BOAS VINDAS

Benvindos a este espaço! Esta é uma página estritamente familiar, aberta a todos aqueles, familiares ou não, que de alguma forma queiram contribuir com o que sabem e conhecem ou simplesmente tenham meras curiosidades e questões que pretendam levantar. Tudo o que diga respeito ou se relacione com a família do meu pai ou da minha mãe, será sempre objecto da minha atenção.
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domingo, 20 de maio de 2012

APRESENTAÇÃO DO LIVRO - FRANCISCO DE BARROS, SENHOR DA CASA DE SAMAIÕES


Tal como previsto decorreu, em clima de grande serenidade, a apresentação livro sobre um ilustre flaviense que amava a sua região, e a ela dedicou grande parte da sua vida em estudos históricos e arqueológicos, com diversos opúsculos de grande qualidade científica, no desenvolvimento e defesa da agricultura e pecuária, particularmente através do Sindicato Agrícola de Chaves de que foi presidente e associado, e na fundação de infraestruturas da cultura flaviense com destaque para o Museu e Biblioteca de Chaves de que foi fundador e director.

Grande parte dos presentes chegou a conhecê-lo e, antes de se dar início à cerimónia, foi enaltecendo as suas virtudes, contando algumas histórias conhecidas da sua forte personalidade, os seus ditos e escritos e toda a sua forma e maneira de ser e estar muito próprias e respeitadas por todos. Era uma personalidade que ainda hoje faria falta a Chaves, que a defenderia com todo o seu elevado grau de cultura e com a forma desassombrada como muitas vezes se dirigia às mais elevadas chefias e dirigentes em defesa intransigente dos interesses da sua terra.
A abertura da sessão esteve a cargo do vereador da Câmara Municipal de Chaves, arquitecto Carlos Augusto Castanheira Penas, a apresentação do livro e do autor foi feita pelo capitão Fernando Cantista Pizarro Bravo e os agradecimentos e algumas explicações sobre o livro e a personalidade da figura homenageada, esteve a cargo do seu neto varão, Francisco de Barros e Freitas Ferreira Cabral Teixeira Homem. A parte final da sessão foi dedicada a autógrafos do autor junto de todos aqueles que com ele quiseram partilhar esta iniciativa que embora singela foi uma homenagem sentida de um neto para o seu avô-herói.



segunda-feira, 14 de maio de 2012

APRESENTAÇÃO DO LIVRO SOBRE UM ILUSTRE FLAVIENSE.

Dia 18 de Maio, na Biblioteca Municipal de Chaves, terá lugar a apresentação do livro sobre a vida de um HOMEM verdadeiro e íntegro que muito deu da sua vida à terra que o viu nascer - Francisco de Barros Ferreira Cabral Teixeira Homem.



Francisco de Barros era uma pessoa muito especial, com ideias próprias, excepcionalmente recto, verdadeiro, que aliava o seu elevado grau de cultura e sabedoria à persecução daquilo que pensava ser o melhor, era autêntico e um lutador. Era, acima de tudo, um amante da sua terra, um flaviense e um transmontano que transportava consigo o orgulho de o ser.
Foi sempre coerente na sua opção política e viveu-a intensamente, saudoso dos seus reis. O seu carácter levava-o a enfrentar sempre a verdade. Era um Homem sem medo, que seguia em frente, culto e rigoroso, ainda hoje, sem dúvida, acredito piamente nos dados que ele nos legou porque tenho a certeza que o que escrevia era verdadeiro e rigoroso. Leal, franco e sincero, não devia nem temia, nem tão pouco recuava quando sabia que a razão e a verdade lhe assistia.
Nem sempre compreendido, era um monárquico diferente, inconformista, intransigentemente liberal legando-nos o seu pensamento fixo de um monárquico igualmente constitucional.
Chaves deve-lhe muito. Acredito que um dia ser-lhe-á feita justiça e a homenagem que verdadeiramente merece.

domingo, 14 de agosto de 2011

MARECHAL FRANCISCO DE BARROS MORAIS ARAÚJO TEIXEIRA HOMEM - UM HOMEM DE MÉRITO


Auguste de Saint - Hilaire (1779-1853) foi um notável botânico francês que a propósito de uma viagem realizada em 1820 ao Brasil no âmbito dos estudos que lá pretendia realizar, escreveu um livro intitulado "Viagem a Curitiba e Província de Santa Catarina", recentemente editada, em 1978, pela editora Itatiaia, de Belo Horizonte.
Da página 122, transcrevo parte a que se refere ao meu 5º avô, Francisco de Barros Morais Araújo Teixeira Homem, antigo Governador da Ilha de Santa Catarina, no Brasil, Marechal do Exército Português e um governante de reconhecido mérito:

" Entre os governantes que para ali foram enviados até ser proclamada a independência do Brasil, alguns foram pouco estimáveis e até mesmo tiranos, enquanto outros tiveram conduta bastante meritória. Entre estes últimos devem ser incluídos sobretudo (...) Francisco de Barros Morais Araújo Teixeira Homem, que embora já com idade avançada de oitenta anos*, soube cumprir todos os seus deveres, governando com justiça e prudência, estimulando o comércio e fundando um hospital para pobres.É de lamentar que, para honra de Portugal, nenhum destes estimáveis homens estivesse à frente do governo de Santa Catarina quando as tropas espanholas atacaram a ilha (...)"

Mais adiante, na página 171, o mesmo autor volta-se a referir a este meu avô:

"Ao lado da capela, localiza-se um hospital onde, à época, da minha viagem, eram tratados os militares da guarnição mas que habitualmente se destinavam a doentes pobres da região (...). Foi homem de grande mérito o governador Francisco de Barros Morais Araújo Teixeira Homem que, no último quartel do século passado, fundou com o nome de Hospital da Caridade a Casa de Saúde do Menino Deus (...)" 
* Existe claramente um erro do autor já que o meu avô foi governador de Santa Catarina entre os 59 e 66 anos de vida vindo a falecer com 84 anos

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A MINHA AVÓ MARIA D´ASSUNÇÃO

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De seu nome completo Maria D´Assunção de Abreu Castelo Branco, natural de Fornos de Algodes onde nasceu em 07 de Agosto de 1891 e era filha de Manuel Nicolau de Abreu Castelo-Branco, 3º conde de Fornos de Algodres (nascido em 26.07.1839) e de Maria da Assunção Rosa Brázea do Perpétuo Socorro de Almeida Correia de Sá (nascida em 10.08.1860).

Viria a casar com Francisco de Barros Ferreira Cabral Teixeira Homem (nascido em 27.07.1889), em Coimbra, Sé Nova, em 24.01.1921.

Na primeira fotografia, era ainda uma jovem adolescente, talvez próxima dos 20 aninhos. Na segunda foto, por volta de 1966, perto de 75 anos.

Mas sempre como a conheci, com um ar doce e muito terno. Um anjo.



segunda-feira, 11 de julho de 2011

A DESCENDÊNCIA PORTUGUESA DE EL-REI D. JOÃO II


EXPLICAÇÃO PRÉVIA


Não teve, é certo, EI-Rei D. João II descendência legítima do seu casamento com a Rainha D. Leonor, pois o filho único nascido dêsse tálamo real, o Príncipe D. Afonso morreu, como é sabido, vítima da queda de um cavalo, na estrada de Almeirim, pouco depois do seu casamento, sem ter deixado sucessão.
Teve-a porém ilegítima.
Entre as damas da côrte da Rainha D. Joana, a Excelente Senhora, destacava-se pela sua beleza, D. Ana de Mendonça, filha de Nuno Furtado de Mendonça, Comendador de Veiros e do Torrão, Aposentador-mor de El-Rei D. Afonso V, Moço Fidalgo da Casa Real e de sua mulher D. Leonor da Silva.
Dela se enamorou, El-Rei D. João II, então ainda Infante pôsto que já casado, e aos galanteios e protestos de amor do jovem Príncipe se rendeu aquela nobre dama, tendo, como fruto dêsses amores, nascido a 11 de Agosto de 1481, D. Jorge, que foi Duque de Coimbra, a quem seu pai consagrou sempre um grande afecto e cumulou de honras, pretendendo mesmo, após a morte desastrosa do Príncipe D. Afonso, segundo alguns afirmam, fazê-lo reconhecer como herdeiro do trono, desejo a que se opôs a Rainha D. Leonor, secundada por uma parte da Côrte.
Foi pois D. Jorge o único descendente, ainda que ilegítimo de El-Rei D.Joâo II.

Das páginas 270 e 271 do exemplar nº 131 do II Volume do livro de Fernando de Castro da Silva Canedo, Edições Gama, MCMXLV (1945), no Título V, Capítulo IV, §2º, alínea 2, "A Descendência Portuguesa de El-Rei D. João II", surge a família Barros Teixeira Homem, da Casa de Samaiões. Trata-se de uma edição limitada de 3 volumes: o I volume com 603 páginas, o II volume com 479 páginas e o II e último volume com 413 páginas.

ALÍNEA E)

Casa de Samaiões

Barros Teixeira Homem

XII— D. MARIA LEONOR PAIS DE SANDE E CASTRO, filha do2.° casamento de António Pais de Sande e Castro, a quem nos referimos a págs. 262, nasceu a 8-V-1867. Casou no Porto, na freguesia de Massarelos a 22-XI-1886 com Manuel Barros Ferreira Cabral Teixeira Homem, Senhor da Casa de Samaiões, Fidalgo da Casa Real, que nasceu em Sta Cruz do Douro a 16-111-1835 e faleceu em Chaves a 4-1-1916 filho de Joaquim Ferreira Cabral Pais do Amaral Senhor das Casas de Penaventosa em S.ta Cruz do Douro e de Agrelos em Baião, Brigadeiro do Exército, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e de sua mulher D. Luísa Adelaide de Sousa Barros, da Casa de Samaiões.

FILHOS

13 D. MARIA AMÉLIA DE SOUSA BARROS DE SANDE E CASTRO, Senhora da Casa do Bairro Alto em Chaves, e da Quinta de Sta Cruz, Casas Novas, nasceu em S. João-da-Foz-do-Douro a 10-XI-1887. Solteira.

13* FRANCISCO, que segue.

13 ANTÓNIO DE SALES PAIS DE SANDE E CASTRO DE BARROS, Bacharel formado Filosofia pela Universidade de Coimbra, Capitão de Artilharia, no quadro da Reserva Combatente da Grande Guerra, em França, Senhor da Casa dos Teixeira Homens em Chaves, e da Quinta de N.a S.ª da Conceição do Jinzo, nasceu em Samaiões, na freguesia de Nª Sª da Espectação, concelho de Chaves, a 25-V-1891. Casou em Lisboa, na Igreja de S. Luís dos Franceses, a 21-IV-19l9 com D. Helena Cecília Dora Wemans que nasceu na freguesia de Alcântara a 31-X-1894. fiIha de Albert Gerard Malhieux Wemans e de sua mulher D. Amélia Delpiano.

FILHOS

14 D. MARIA AMÉLIA WEMANS DE SOUSA BARROS, nasceu na freguesia de S.ta Engrácia a 4-11-1920.

14 D. ANA MARIA BENEDITA WEMANS DE SOUSA BARROS, nasceu na mesma freguesia, na Travessa de Lázaro Leitão, n.° 1, a 4-XI1-1921.

14 MANUEL TEIXEIRA HOMEM DE BARROS, nasceu na freguesia de S.ta Engrácia, na Rua Lázaro Leitão, a 27-1-1924.

14 D. MARIA LEONOR WEMANS DE SOUSA BARROS, nasceu em Samaiões, na freguesia de Nª Sª da Espectação a 29-IV-1926.

13* FRANCISCO DE SALES DE BARROS FERREIRA CABRAL TEIXEIRA HOMEM, Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Senhor da Casa de Samaiões, em Chaves, Sócio da Associação dos Arqueólogos Portugueses, Presidente do Sindicato Agrícola de Chaves, distinto genealogista, nasceu na Casa de Samaiões, a 27-V1I-1889. Casou em Coimbra, na freguesia da Sé Nova, a 21-1-1921 com D. Maria da Assunção de Abreu Castelo-Branco que nasceu em Fornos-de-Algodres, no Solar dos Abreus em que, segundo a tradição, se hospedara a Rainha S.ta Isabel, a 7-VIII-1891, filha dos 3ºs Condes de Fornos-de-Algodres, como se disse no Título 1, Cap. III, § 2.0, a págs. 60 do Vol, 1.

FILHOS

14* MANUEL, que segue.

14 D. MARIA DA ASSUNÇÃO LUÍSA ADELAIDE DE SOUSA BARROS ABREU CASTELO-BRANCO, nasceu em Chaves, a 1-XI-1923.

14 D. MARIA BÁRBARA ANA BENEDITA DE SOUSA BARROS ABREU CASTELO-BRANCO, nasceu em Chaves, a 21-VIII-1926.

14 JOAQUIM DE BARROS FERRE1RA CABRAL TEIXEIRA HOMEM, nasceu em Chaves, a 26-XI1-1927.

14 JOÃO DE BARROS DE MORAIS ARAÚJO LOUSADA TEIXEIRA HOMEM, nasceu em Chaves, a 23-III-1929.

14 ANTÓNIO DE BARROS FERREIRA CABRAL TEIXEIRA HOMEM, nasceu em Chaves, a 13-IV-1930.

14 D EUGÉNIA DE JESUS MARIA DE SOUSA BARROS ABREU CASTELO-BRANCO, nasceu em Chaves, a 15-VIII-1931.

14 D. LUÍSA ADELAIDE BEATRIZ E SOUSA BARROS ABREU CASTELO-BRANCO, nasceu em Chaves, a 19-IV-1932.

14* MANUEL DE BARROS DE MORAIS LOUSADA TEIXEIRA HOMEM, nasceu em Chaves, a 6-III-1922.

A DESCENDÊNCIA PORTUGUESA DE EL-REI D. JOÃO II

Em conformidade ...

14* MANUEL DE BARROS DE MORAIS LOUSADA TEIXEIRA HOMEM, nasceu em Chaves, a 6-III-1922, licenciado em Ciências Sociais e Políticas pela Universidade de Lisboa e casou em 22.II1952, na igreja matriz de Moçâmedes, Angola, com D. Maria Iolanda Seixal de Freitas que nasceu em Moçâmedes, Angola, em 7.X.1930
FILHOS

15* FRANCISCO, que segue.

15 JOSÉ CARLOS DE BARROS FREITAS TEIXEIRA HOMEM, nasceu em Angola, Sá da Bandeira (Lubango) em 21.VII.1956

15 MANUEL NICOLAU DE  BARROS FREITAS TEIXEIRA HOMEM, nasceu em Lisboa em 19.III.1959

15 MARIA DA CONCEIÇÃO DE BARROS FREITAS TEIXEIRA HOMEM, nasceu em Lisboa em 25.I.1965

15 MARIA LUÍSA DE BARROS FREITAS TEIXEIRA HOMEM, nascida em Angola, Sá da Bandeira  (Lubango), em 22.II.1968


15* FRANCISCO DE BARROS E FREITAS FERREIRA CABRAL TEIXEIRA HOMEM, professor de Educação Física, doutorado pela Universidade do Porto, nasceu em Angola, Sá da Bandeira (Lubango), em 13.XI.1954. Casou em Gouveia, em 26.XI.1978 com D. Maria Madalena Mendes da Silva que nasceu em Gouveia, freguesia de S. Julião em 13.VII.1955

FILHOS

16 MARIA IOLANDA MENDES DA SILVA TEIXEIRA HOMEM, nasceu em Gouveia, em 21.VIII.1979

16* NUNO MIGUEL, que segue.

16* NUNO MIGUEL MENDES DA SILVA TEIXEIRA HOMEM, engenheiro mecânico, mestrado pela Universidade de Aveiro, nasceu em Aveiro em 20.III.1985

sexta-feira, 3 de junho de 2011

FRANCISCO DE BARROS MORAIS ARAÚJO TEIXEIRA HOMEM


Marechal de Campo (? - 1791)

Nasceu em data que se desconhece e faleceu em Chaves, finais de 1791 ou início de 1792. Foi Ajudante do regimento de Lencastre e, por decreto de 31.12.1778, promovido a Brigadeiro e, simultaneamente, Governador de Santa Maria no Estado de Brasil. Durante a sua estada neste território reconstruiu a vila, assolada por inúmeras batalhas, construiu o Hospital da Misericórdia e deu grande incremento à actividade comercial. O seu regresso a Portugal verificou-se em 1790 e no ano seguinte foi nomeado Marechal de Campo (Decreto de 03 de Fevereiro).
Teve em vida uma componente literária, escreveu Breve Instrução Militar Sobre Infantaria, editada em Lisboa em 1761, constituida por 2 Tomos com estampas. A Gazeta Literária do mês de Fevereiro de 1762, dedica-lhe um artigo

Bibliografia: CHABY, Vol VI, p.18 - GEPB, Vol XIII, p.338

Extraído do livro "Os Generais do Exército" (I)
Biblioteca do Exército, Lisboa, 2003, (p488)
Coordenação do Coronel Alberto Ribeiro Soares

A sua folha de serviço encontra-se no Arquivo Histórico Militar, Santa Apolónia, em Lisboa, na caixa nº 64

Também é possível consultar os registos de:
- Francisco de Barros Teixeira Araújo Lousada Teixeira Homem - caixa nº 494
- Francisco Homem - caixa nº 546
- Francisco Teixeira de Barros de Araújo Lousada - caixa nº 229

quarta-feira, 30 de março de 2011

A FAMÍLIA TEIXEIRA HOMEM

Com a Casa de Samaiões ao fundo, os meus avós, o meu pai e os meus tios e tias, brindaram-nos com esta saudosa fotografia, talvez por volta de 1938.


Ao centro os meus avós paternos: o meu avô Francisco de Barros Ferreira Cabral Teixeira Homem, de quem herdei o meu nome, respeitadíssimo na família e na cidade de Chaves, trocou a sua licenciatura em Direito na Universidade de Coimbra por uma vida de gestão da Casa e, principalmente, de agricultor. De uma cultura invulgar passava o seu tempo livre em leituras na sua biblioteca particular onde não se via um único livro que não tivesse apontamentos seus ou recortes alusivos ao assunto em causa. Recordo-o com imensa saudade pese embora fosse um "sem jeito" para com as crianças; a minha avó Maria da Assunção D´Abreu Castelo Branco, era a santa da Casa, encobria todos os disparates dos meus tios que nunca chegavam ao meu avô. Era de uma ternura e de uma educação esmerada, sempre bem disposta e pronta a ouvir e a ajudar. Um coração de manteiga.
Dos oito irmãos, quatro eram homens e quatro mulheres, ... em escadinha!!
Da esquerda para a direita, afastado do grupo, o meu tio António (Tony) que vive em Lisboa, gosta tanto de cavalos que uma vez, garoto, na brincadeira, meteu um cavalo na cozinha da Casa para assustar as empregadas. Foi o sétimo a nascer.
Ao seu lado a minha tia Eugénia (Gena), infelizmente já falecida mas de uma alegria contagiante. Nunca se sabia se estava a falar a sério, se a brincar. Foi a sexta a nascer.
Depois, o meu tio Joaquim, também já falecido, viveu no Brasil. Tive pouca convivência com ele mas cedo percebi que tanto gostava de uma boa piada como de uma conversa séria. Foi o quarto a nascer.
Ao seu lado, e ao lado do meu avô, está a minha tia Assunção, a residir no Rio de Janeiro, igualmente de uma enorme boa disposição. Volta e meia vem a Portugal com quem tenho mantido momentos de grande felicidade e amizade. Foi a segunda a nascer
Segue-se o meu pai, Manuel, o filho e irmão mais velho da família. Vive em Almada e herdou do seu pai o vício pela leitura e o gosto pelo saber. Como eu o invejo, aos 89 anos, na memória e nos conhecimentos e na cultura geral.
Do seu lado esquerdo, está a minha tia Bárbara, vive em Linda-a-Velha e, por pouco, seguia o exemplo dos pais: sete filhos, quatro rapazes e três raparigas, primos meus. Foi a terceira filha a nascer.
Segue-se o meu tio João, também ele a residir no Brasil. Conheci-o uma vez única e divertia-me imenso com ele. Aproveitava cada momento para se divertir connosco, contar anedotas, fazer partidas. Um pândego. Foi o quinto filho a nascer.
Resta a minha tia Luisa Adelaide (Luisa) a residir na Amadora, a mais novinha da família com quem vou trocando, volta e meia, algumas conversas por telefone e por quem vou conhecendo algumas histórias dos meus avós.
Que pena não ter tido o tempo necessário para os ter conhecido melhor. Que pena!!

domingo, 27 de julho de 2008

LOSADA (ou LOUSADA) - TOMBO HERÁLDICO(1)



1. Classificação: heráldica de família.
2. Localização: Paradela da Veiga (Freguesia de S. Pedro de Agostém).
3. Datação: Século XVII.
4. Descrição heráldica:

— escudo: português, elmo voltado à dextra, correias, paquife e timbre, o conjunto enquadrado em moldura rectangular, tudo de pedra.
— composição: armas plenas.
— leitura: um leão com uma espada posta em faixa na garra dextra encimado por cinco crescentes deitados (1).

Timbre: três plumas.
— identificação:

São as armas da família LOSADA (ou LOUSADA), de Quiraz.
Brasonam-se: Cortado (2):

I — de púrpura, cinco crescentes de prata deitados;
II — de púrpura, um leão de ouro com urna espada de prata na garra dextra.

Timbre: três plumas.
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1 Dizem-se deitados os crescentes cujas pontas estão voltadas para o bordo lateral dextro do escudo.
2 Nesta pedra de armas o traço do cortado não é visível, talvez por estar sob a espada ou por ter sido mal interpretado o desenho, uma vez que as duas partes do escudo têm a mesma cor.

LOSADA (ou LOUSADA) - TOMBO HERÁLDICO(2)


5. Comentário:
A pedra de armas, embora com um elmo sobredimensionado, tem equilíbrio e uma certa elegância. As plumas do timbre, dado o pouco espaço disponível dentro da moldura, estão deitadas, distinguindo-se com dificuldade. Julga-se que seriam três.
A identificação das armas não é fácil porque esta composição é muito pouco conhecida. Com efeito, as armas tradicionais dos Lousada (família originária da Galiza) são muito diferentes destas e incluem uma ou mais lousas (armas falantes, portanto) sobre dois ou mais lagartos.

Estas armas aludem aos feitos dos fundadores da linhagem, os irmãos Juan e Diego de Losada que, com grande valentia e determinação, terão extirpado uma praga de cobras e lagartos que haviam invadido as terras do vale de Quiroga. Na Galiza há diversas composições variantes destas armas, as únicas usadas pelos Losada.

A composição usada em Portugal brasona-se: de prata, com duas rochas de lousa de púrpura moventes do flanco esquerdo do escudo e dois lagartos de sua cor saíntes em faixa das fendas das lousas.
No entanto, alguns dos Losada que passaram a Portugal adoptaram armas muito diferentes. Braamcamp Freire (A.P.) refere a existência de armas de Lousada com composição análoga a estas, de Paradela, descrevendo-as como segue — cortado: o 1 de vermelho, leão de ouro com uma espada na garra dextra; o segundo de vermelho com cinco crescentes de prata deitados. Como se vê, a diferença está na cor do escudo e na disposição das peças, que está invertida.

Uma composição diferente destas armas aparece em Vilas Boas e Sampayo (N.P.); o escudo está fendido (1) e os crescentes surgem no primeiro. A composição que nos surge em Paradela da Veiga é registada apenas numa obra, preciosa pelo volume e qualidade da informação que contém: "Triunfos de la Nobreza Lusitana y Origen de sus Blazones", de António Soares de Albergaria, «Olysiponensis Sacerdotis pro operis Coronide Epygrama», manuscrito datado de 1631 (2).

A única diferença está no timbre que Soares de Albergaria diz ser o leão do escudo. Esta diferença não tem importância pois o timbre pode ser uma escolha individual

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1 Diz-se fendido o escudo dividido ao meio por uma diagonal do canto superior dextro para o inferior da sinistra
2 É o codice no 1119 da B NL pag 137 verso

LOSADA (ou LOUSADA) - TOMBO HERALDICO(3)

6 Identificação da família

Estas armas pertencem a família Barros, de Samaiões De uma forma multo simplificada, segue o registo genealógico destes Losada (1)

I — Pedro Rodrigues Lousada Fidalgo espanhol Casou com D Ana Pires da Veiga, natural de Quiraz, Concelho de Vinhais Tiveram, pelo menos:

II — Francisco Rodrigues Lousada Casou com D Isabel Vaz de Moraes, de Vilar Sêco de Lomba, descendente dos Moraes, Senhores de Vinhais que alegam descender de um dos Condes Soberanos de Castela, dos Reis de Navarra e de Leão Tiveram, pelo menos:

III — Pedro Rodrigues de Moraes Capitão Mor de Vilar Seco de Lomba Casou com D Maurícia de Barros, de uma ilustre família de Águas Frias Tiveram, pelo menos:

IV — João de Barros Pereira do Lago. Foi cavaleiro Professo na Ordem de Cristo. Tenente Coronel de Cavalos. Casou com D. Jerónima de Moraes Ferraz (2). Tiveram, pelo menos:

V — Francisco de Barros de Moraes Araujo Teixeira Homem, Marechal de Campo já referido em XLII (3). Casou com D Luiza Joaquina de Arrochela de Castro de Almada e Tavora, da família Castro Moraes, de Chaves, senhores dos Morgados do Populo e Santa Catarina Tiveram, pelo menos:

VI — Joaquim Teixeira de Barros de Araújo Lousada. Casou com D Maria Barbara Damasceno de Sousa Yebra y Oca, da Casa dos Morgados de Vilar de Perdizes Foi sua herdeira:

VII— D Luiza Adelaide de Sousa e Barros Casou com o Brigadeiro de Cavalaria Joaquim Ferreira Cabral Paes do Amaral. Tiveram, pelo menos:

VIII — Manuel de Barros Ferreira Cabral Casou com D Mana Leonor Paes de Sande e Castro, bisneta dos 5 °s Viscondes de Asseca Tiveram, entre outros, o Dr Francisco de Barros Ferreira Cabral Teixeira Homem, senhor da Quinta de Samaiões, que casou com D Maria da Assunção de Abreu Castelo Branco, filha dos 3.°s Condes de Fornos de Algodres e o Dr. António de Sales Paes de Sande e Castro de Barros, senhor da Quinta de Paradela, que casou com D. Helena Cicília Dora Wemans.
Ambos com descendência descrita nas obras já mencionadas (4)

7. Bibliografia:

Além da citada nas notas: —A.P. —pág. 281.

— C.P. — vol 1, pág. 345 e 346; vol. III, pág. 222 em diante.
— F.G. — vol. XXT, Moraes, § 52 e § 55.
— N.P. — pág. 294.
— José Carlos de Athayde de Tavares, Amaraes Osórios, Lisboa, 1986, pág. 247 a 253.
— Nobiliário de Alentem, anotado pelo Visconde de Cortegaça, Viana do Castelo, 1955, fl. 114.
— J. Moniz de Bettencourt, O Morgadio de Vilar de Perdizes, Lisboa, 1986.

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1 Os dados genealógicos são retirados de FG e do Abade de Baçal
2 Esta senhora como já dito descendia dos Teixeira Homem e outras ilustres famílias de Chaves
3 Francisco de Barros Ferreira Cabra! Teixeira Homem Chaves na revolta de 1808, Chaves 1930 (Fornece dados biográficos de alguns dos militares da família)
4 Para as últimas gerações ver o Anuário da Nobreza de Portugal, III, tomo 11, 1985, pág. 771 e 772

TEIXEIRA - TOMBO HERÁLDICO (2)


1. Classificação: heráldica de família.
2. Localização: na Rua Direita, prédio com os números 240 a 248.
3. Datação: séc. XVII.
4. Descrição heráldica:— escudo: português, elmo voltado à dextra, paquife e timbre, o conjunto enquadrado em moldura rectangular com uma aba no topo, tudo de pedra.
— composição: esquartelado.
— leitura:I e IV — uma cruz potenteia e vazia (1).
II — seis costas; em chefe uma flor de lis.
III — cinco folhas de figueira.

Timbre — um cavalo deitado (?).
— identificação: são as armas das famílias:

I e IV — TEIXEIRA — De azul, cruz potenteia de ouro, vazia do campo (2).
II — COSTA — De vermelho, seis costas de prata postas em faixa, alinhadas em duas palas e moventes dos flancos (3).
III — FIGUEIREDO — De vermelho, cinco folhas de figueira de verde, nervadas e perfiladas de ouro (4).
Timbre: o dos TEIXEIRA — um unicórnio nascente de prata, armado (5) de ouro.
Diferença: uma flor de lis no chefe do segundo quartel.
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1 Cruz potenteia é a cruz cujos braços terminam em T. Uma cruz diz-se vazia quando os seus braços têm uma abertura através da qual se vê a cor do campo em que está apoiada.
2 Estas armas já constam em A.M. e A.G.
3 Estas armas já constam em A.M. e AG.
4 Estas armas já constam em AM. e A.G.
5 Diz-se armado o animal cujas garras têm cor diferente da do corpo

TEIXEIRA - TOMBO HERÁLDICO (2)

5. Comentário:
No enquadramento em moldura rectangular e na forma de desenvolvimento do paquife há alguma semelhança entre esta pedra de armas e uma que se encontra em Paradela da Veiga e adiante será estudada. Sendo da mesma época, é natural que uma delas tenha inspirado a outra ou que tenham sido esculpidas pelo mesmo canteiro.
Mas as diferenças entre elas são também assinaláveis. A dimensão e proporções relativas do elmo são, neste caso, as ortodoxas e o tratamento do paquife, do timbre e de todas as peças e figuras do escudo demonstram uma qualidade de desenho bem mais apurada. O pormenor inesperado da aba protectora confere, aliás, a esta pedra uma originalidade digna de registo.
O timbre deveria ser um unicórnio sainte, ou seja, mostrando apenas a parte anterior do corpo. No entanto, ele aparece aqui deitado, numa posição que a iconografia deste feroz animal fabuloso — que só podia ser amansado e domesticado por uma virgem sem mácula — apresenta com alguma frequência (6). A posição do unicórnio e o seu apoio sobre a curvatura do elmo são particularmente expressivas.
A anomalia mais notável nesta pedra de armas é a localização da diferença. O Regimento e Ordenação da Armaria (7) determinava para a colocação das diferenças “... e serão postas na cabeça do escudo da parte da mão direita...”; por razões estéticas, admitia-se que essa colocação se fizesse no centro do chefe. Neste caso, num esquartelado, a diferença — a flor de lis — foi colocada no segundo quartel. É certo que esta posição era mais fácil, não obrigando a deformar peças como aconteceria se colocada no primeiro quartel. No entanto esta solução, não sendo singular, pode considerar-se excepcional.

6. Identificação da família:Um dos mais notáveis flavienses do século XVI foi Martim Teixeira, o velho, que viria a ser um dos principais progenitores da fidalguia transmontana dos séculos seguintes.
Martim Teixeira faleceu em 1557 e, tendo instituído uma capela, jazia na colegiada de Chaves em sepultura armoriada com as armas de Teixeira.
Do seu casamento com Francisca Rodrigues teve nove filhos de que ficou larga geração. Dois deles — Leonardo Teixeira e Isabel Gomes Teixeira — casaram, a troco, com filhos de Francisco da Costa Homem, fidalgo da Casa do Duque de Bragança e Alcaide Mor dessa cidade, e de sua mulher D. Catarina de Figueiredo.
Leonardo Teixeira, que foi chanceler da comarca de Chaves, casou com D. Antónia de Figueiredo; Isabel Gomes Teixeira casou com Fernão da Costa Homem, irmão portanto de sua cunhada. Estes dois casais tiveram muita descendência, entre a qual as famílias Teixeira Homem, Teixeira de São Paio, Leite Chaves, Teixeira de Magalhães, Moraes Castro, Costa Homem e Pereira do Lago.
Esta pedra de armas da Rua Direita só pode ter sido mandado gravar por um descendente de um destes dois casais. Não se conhece carta de brasão que lhe diga respeito. Nestas circunstâncias, e na impossibilidade de encontrar documento ou registo da construção da casa, a identidade de quem mandou gravar a pedra apenas poderá ser deduzida através da heráldica, da genealogia e da cronologia.
O facto de terem sido colocadas as armas de Teixeira nos 1º e 4º quartéis e a opção pelo timbre dos Teixeira leva a crer que esse apelido vinha por varonia.
A escolha da diferença, por sua vez, indicia que as armas vinham por pai e avô paterno (8). Tratar-se-ia pois de um descendente de Leonardo Teixeira, por varonia. Sabe-se que este terá nascido cerca de 1519 e vivia ainda em 1592 (9). Uma vez que a pedra data do século XVII é muito provável que tenha sido um seu neto ou bisneto quem ordenou a gravação.
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6 Alain Erlande-Brandenburg, La Dame à la Licorne, Ed. de Ia Réunion des Musées Nationaux. Paris, 1985.Rodney Dennys, The Heraldic Imagination. Ed. Barrie & Jenkins. London, 1975.
7 Conde de São Paio, op. cit., pág. 119.
8 Conde de São Payo, op. cit., pág. 70.
9 Luís de Meio Vaz de São Payo, A Família Coelho de Campos, Oficializada pelo Santo Ofício, in Armas e Trofmus, VI Série, tomo IV. Lisboa, 1992.

TEIXEIRA - TOMBO HERÁLDICO (3)


Vejamos pois a genealogia descendente de Leonardo Teixeira até aos seus bisnetos, seguindo apenas as linhas de varonia:
1 — Leonardo Teixeira
Teve ordens menores em Braga a 19 de Setembro de 1529. Foi Chanceler da Comarca de. Chaves. Casou com D. Antónia de Figueiredo, filha de Francisco da Costa Homem, Alcaide Mor de Bragança, e de sua mulher D. Catarina de Figueiredo, de Viseu. Tiveram:
1 (II) — Martim Teixeira Homem, que segue.
2 (II) — Francisco da Costa Homem Teixeira, Chanceler. Teve um filho Sacerdote e várias filhas.
II — Martim Teixeira Homem
Foi Comendador de S. Nicolau de Carrazedo de Montenegro. Casou com D. Francisca Alvares Veloso, filha de António Alvares Veloso, Abade de Eiró. Tiveram:

1 (III) — Leonardo Teixeira Homem. Foi Cavaleiro Fidalgo. Casou com D. Joana de Castro e teve, como únicos filhos varões, os Padres Martim Teixeira Homem e Pascoal Teixeira(10).
2 (III) — Francisco Teixeira Homem. Casou com sua prima D. Maria de Moraes, neta de Fernão da Costa Homem e Isabel Gomes Teixeira, atrás referidos. Tiveram, como único filho varão, Fr. Francisco de Chaves.
3 (III) — João Teixeira Homem. Foi soldado na Índia e aí faleceu, solteiro.
4 (III) — Gonçalo Teixeira Homem. Casou com Isabel Mendes, filha de Manuel de Araújo Negreiros e Violante de Queiroga. Tiveram:

1 (IV) — Francisco Teixeira. Sendo soldado, faleceu em Orense, solteiro.
2 (IV) — João Teixeira Homem. Foi Sargento Mor da Ordenança em Chaves. Casou com Joana Padrão, filha de Pedro Barreira Loução e Francisca Alvares. Tiveram descendência.
3 (IV) — Manuel Teixeira Homem. Casou com Francisca de Barros, filha de Baltazar de Barros Pimentel. Tiveram geração (11).
4 (IV) - Martim Teixeira Homem. Casou com Mariana da Fonseca, filha do Dr. Francisco da Fonseca e de Gracia Mendes de Sá. Tiveram geração.

De acordo com as genealogias mais completas e seguras (12) estes são os netos e bisnetos de Leonardo Teixeira, sem quebra de varonia. Se foi respeitado o Regimento da Armaria no desenho e gravação da pedra, um destes terá sido o dono da casa. Embora- todos igualmente prováveis, se entrarmos em consideração com a continuidade da ligação com Chaves, teremos que admitir maior probabilidade para os netos Francisco — 2 (III) — e Gonçalo — 4 (III) — e para os bisnetos João — 2 (IV) — Manuel — 3 (IV) — e Martim 4 (IV).

7. Bibliografia e Fontes documentais:
Além da indicada nas notas:
— A.N.T.T. — Habilitações para o Santo Ofício, António, maço 3, dil. 131, ano 1624. Francisco, maço 16, dil. 473, ano 1678.
— A.D.B. — Habilitações de Genere — Francisco Teixeira de Castro, ano 1706.
— F.G. — tomo XXVII, título Teixeira, § 13, 50, 51, 52 e 79. Costados, tomo 4, árv. 21.
— G.M., op. cit., título 9.
— Júlio A. Teixeira, op. cit., vol. IV pág. 479 a 489.
— Luís de Meio Vaz de São Payo, Famílias de Chaves — I, in Raízes e Memórias, n.° 12.
Lisboa. Junho de 1996.

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10 De uma irmã destes padres, D. Maria Teixeira de Moraes, descende a família Barros de Samaiões e Paradela.
11 J.G. Calvão Borges, Barros de Carrazedo de Montenegro, fidalgos e cristãos novos, Santo Oficio e estatuto social no Trás-os-Montes dos séculos XVII e XVIII. Sep. de Armas e Troféus. Lisboa, 1983.
12 Baseando-se essencialmente em EM.S., a genealogia apresentada apoia-se também em Habilitações de Genere e Habilitações para o Santo Ofício.

BARROS - TOMBO HERÁLDICO (1)

São vários os ramos da Heráldica da família. Esta classificação já se encontrava devidamente descrita aqui

Descrição heráldica:

- escudo: francês com elmo voltado à dextra; timbre
- composição: aquartelado
- leitura:

I- três bandas acompanhadas de nove estrelas de seis raios, postas 2, 3, 3, 1;
II - aspa carregada de cinco besantes;
III - cruz potenteia e vazia;
IV - seis crescentes, alinhados em 2 palas 3 e 3.

São as armas das famílias:

I — BARROS
De vermelho, com três bandas de prata, acompanhadas de nove estrelas de seis pontas de oiro, postas 1,3,3,2.
II — ARAÚJO
De prata, uma aspa de azul carregada de cinco besantes de oiro postos em aspa.
III— TEIXEIRA
De azul uma cruz de oiro potenteia e vazia.
IV — HOMEM
De azul com seis crescentes de ouro postos alinhados em 2 palas de 3 e 3.

Timbre: o dos BARROS aspa de vermelho carregada de cinco estrelas de ouro.

quinta-feira, 27 de março de 2008

CASA DAS FIDALGAS EM SANTAR

A Quinta ou Palácio de Santar, mais conhecida por "Casa das Fidalgas" era propriedade do meu primo Pedro Brum da Silveira Pinto da Fonseca que nasceu a 16 de Novembro de 1902 e faleceu solteiro a 11 de Janeiro de 1978. Era padrinho de baptismo do, meu tio e padrinho de baptismo, António de Barros.

Filho de D. Maria dos Prazeres Ferreira Cabral de Sousa e Menezes e seu marido, João da Silveira Pinto da Fonseca, herdou de suas primas terceiras D. Ana e D. Margarida Branca de Sousa e Alvim de Lemos, esta quinta/palácio de Santar, que deixou depois em testamento ao senhor D. Duarte, Duque de Bragança.

Quem entre em Santar vindo de Canas de Senhorim ou Carvalhal Redondo, ao encontrar umas adegas, está a entrar na zona de interesse histórico de Santar.
Ao chegar mais acima, encontra a Igreja Matriz de S. Pedro de Santar onde a talha é de ornamentações escolhidas. O Cristo que preenche toda a Tribuna é Gótico. Toda a riqueza da Igreja está na talha, nos Santos e na pintura do tecto da Capela-Mor.
Ao sair da Igreja, antes de continuar, existe um cruzeiro e, no muro existe um arvoredo que já faz parte da vedação da Casa das Fidalgas, hoje pertença de D. Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança e residência oficial do Duque de Viseu, D. Miguel


Em frente, está a Fonte da Torre, mandada construir por D. Rui Lopes de Sousa Alvim Lemos em 1789. Está enquadrada na entrada para a Casa das Fidalgas, É uma casa com Capela e recheio valioso. Possui possui capela, biblioteca e recheio de valor, do qual se descreve a sala de jantar que é forrada com pratos e louça fina, é uma das únicas do género. A quinta é murada, tem jardim, área de cultivo e frondoso arvoredo.

A quinta tem árvores centenárias.
A Casa das Fidalgas sofreu já algumas transformações arquitectónicas. Dizem que teve uma Torre, que foi demolida por D. Rui, razão de ao local ainda hoje se chamar de Torre, Fonte da Torre e Largo da Torre.

SOLAR DE Nª Sª DA PIEDADE


Manuel Cabral Castelo Branco em troca de ideias sobre esta questão, recorda, em boa hora, a construção da Capela deste Solar.
O Solar de Nª Sª da Piedade apresenta-se sob dois corpos distintos, cada um dos quais com uma escadaria em pedra.
Ao centro pode apreciar-se a capela de Nª Sª da Piedade que data o ano de 1728 conforme fotografia. e que foi mandada construir por Manuel Castelo Branco.
Esta Capela, ostenta um tecto com pinturas da Escola Grão Vasco.

domingo, 4 de novembro de 2007

A MINHA AVÓ MATERNA CESALTINA

No livro de assentos de nascimentos e baptismos arquivados na igreja paroquial da freguesia de Santo Adrião, referente ao ano de 1909, folhas 17 e verso, existe um registo nº 55 que consta o seguinte:

"No dia onze do mês de Abril do ano de mil novecentos e nove, nesta Igreja Paroquial de Santo Adrião, cidade e distrito de Moçâmedes, diocese de Angola e Congo, baptizei solenemente um indivíduo do sexo feminino a quem dei o nome de Cesaltina e que nasceu na Torre do Tombo, de dezoito meses de idade provável (*), filha legítima primeira do nome e na ordem da filiação de Manuel Viegas Seixal, marítimo, e de

Leontina dos Anjos Seixal, doméstica, naturais da freguesia de Nossa Senhora do concelho de Olhão, diocese do Algarve, recebidos paroquialmente e moradores nesta de Santo Adrião, neta paterna de António Viegas Seixal e de Maria da Conceição Seixal e materna de António dos Santos Almeida e de Maria dos Santos Gaivota.

Foi padrinho Manuel dos Santos Frota, casado, marítimo e madrinha, Maria do Carmo Gonçalves Lopes, solteira, doméstica, moradores nesta freguesia, os quais todos sei serem os próprios.

E para constar, lavrei em duplicado este assento, que, depois de ser lido e conferido perante os padrinhos que comigo assinaram, supra Manuel Santos Frota, Maria do Carmo Gonçalves Lopes e o pároco, Padre Francisco Alexandrino Duarte de Miranda


(*) - A minha avó Cesaltina, sempre festejou a sua data de nascimento a 20 de Setembro tendo como ano o de 1907

O CASAMENTO DOS MEUS AVÓS MATERNOS - JOSÉ CARLOS E CESALTINA

No livro de assentso de casamento arquivados na igreja paroquial da freguesia de Santo Adrião, referente ao ano de 1924, folhas 9 e verso, existe um registo nº 12 que consta o seguinte:
" No dia seis do mês de Setembro do ano de mil novecentos e vinte e quatro, na igreja paroquial de Santo Adrião de Moçâmedes, contrairam matrimónio José Carlos de Freitas, de vinte e dois anos, no estado de solteiro, de profissão guarda-livros, natural de Moçâmedes, onde foi baptizado, residente em Moçâmedes, filho legítimo de José Carlos de Freitas, natural da freguesia de Santa Maria Maior do Funchal e de Adelina do Sacramento de Freitas, natural da freguesia de São Pedro de Lisboa e, D. Cesaltina dos Anjos Seixal, de desassete anos, no estado de solteira, de profissão doméstica, natural de Moçâmedes, onde foi baptizada, residente em Moçâmedes, filha legítima de Manuel Viegas Seixal e de Leontina dos Anjos Seixal,
naturais de Olhão, diocese do Algarve.
À margem do assento, consta ainda o averbamento de que o casamento "ficou dissolvido por falecimento do conjuge marido ocorrido em Lisboa, freguesia de S. Domingos de Benfica, no dia 22.03.1969




domingo, 16 de setembro de 2007

A MINHA MÃE




Tenho muitas saudades, MUITAS.
Entristece-me nunca ter sabido do seu verdadeiro estado de saúde até ao último dia.
Revolta-me que ela tenha deixado a nossa companhia tão cedo e com tantos anos ainda pela sua frente.
Sinto muito não a poder ter acarinhado mais do que aquilo que pude.
Amargura-me o tanto tempo de distância com que vivemos longe um do outro.
Tenho um enorme desgosto não ter conhecido os meus queridos filhos e o meu querido neto.
Lembro-me muito de ti, mãe, ainda hoje choro por ti.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

"VIDA DE JESUS CRISTO SENHOR NOSSO" e "OBSERVAÇÕES A ALGUNS NUMEROS DA HISTÓRIA DE DEUS"


"No principio já era o Verbo e o Verbo estava com Deus ... " começa assim o Capítulo I do livro "Vida de Jesus Christo Senhor Nosso" escrito por Francisco de Barros Morais Araujo Teixeira Homem, ex-governador de Santa Catarina, no Brasil.

No outro livro, "Observacoens a Alguns Numeros da Istoria do Filho de Deos" que se inicia com aquilo a que o autor diz serem Observações Preliminares, tem 660 páginas.
Contudo, na primeira página livre do livro é possível ver-se a informação de que "É autor deste livro meu avô Francisco de Barros Morais Araujo, Marechal Reformado de Infantaria, falecido em 1804, contando 84 anos de idade. 6 de Janeiro de 1870 Francisco Teixeira Homem"
Esta mesma informação repete-se na página seguinte quando se pode ler "A Ortografia agradará a poucos e em muitas cousas parecerá a todos errada."

O seu neto, Francisco de Barros Teixeira Homem, vem uma vez mais referir que "a letra acima é do autor deste livro - meu avô Francisco de Barros Morais Araujo Lozada, Marechal Reformado de Infantaria, falecido em 1804, contando 84 anos de idade. Samaiões 6 de Janeiro de 1970. Francisco de Barros Teixeira Homem"



Por outro lado, é possível verificar-se ainda a página que mostra a passagem do livro, em Maio de 1787, pela Mesa de Consciência, onde se filtrava toda a informação, numa espécie de censura se assim se quiser entender, com vista à verificação de heresias ou outras práticas não aceites socialmente ou politicamente